Sexta-feira, Julho 28, 2006

Sites sociais

Do [Slashdot]:


House Passes Ban on Social Site Access

Krishna Dagli writes to mention a C|Net story covering a House of Representatives vote on restricting access to social sites on public terminals. The bill, which passed the House in a 410-15 vote, would bar users from accessing sites like Amazon, MySpace, or Slashdot from terminals in libraries and schools.


Se eu não tivesse postado o resto da notícia, e tivesse parado em "public terminals", eu certamente teria me divertido a valer quando o primeiro esquerdinha que entrasse aqui começasse a gritar como A PROIBIÇÃO DO ACESSO A SITES DOS MOVIMENTOS SOCIAIS É MAIS UMA PROVA DO TERRORISMO DE ESTADO DO GOVERNO ESTADUNIDENSE, É A CENSURA, UM CÂNCER/SOCO NO ESTÔMAGO/DEDO NO OLHO/CHUTE NO SACO NA AMÉRICA DE GEORGE W. BUSH.

Por falar nisso, o uso do termo "estadunidense" é o meio mais fácil de identificar um esquerdinha. Isso começou com o idiota do Emir Sader e hoje é replicado em vários outros blogs e artigos.

Quinta-feira, Julho 20, 2006

Como dar uma notícia trágica

Se você precisa dar uma má notícia a alguém, pode seguir o exemplo de Peter Griffin.

Quarta-feira, Julho 19, 2006

Deliberação 0540/06

Pelo fato de o conflito atual ter sido iniciado pelo Hizbollah (libanês) e não por Israel, e também porque "israelo-libanês" é a expressão mais feia já utilizada em um jornal, eu delibero que a redação do Ponto Flutuante só usará o termo "conflito líbano-israelense".

Revogo todas as disposições em contrário.

P.S.: Se bem que, como o Código da Bíblia afirma, de acordo com este blog, que o mundo deve acabar no dia 3 de Agosto, rebaixo a classificação desta deliberação para "desimportante".

Não tirarás conclusões precipitadas

Do site do colunista social Amaury Jr.:


Na semana passada, Raul Cortez festejou 74 anos de idade cercado de amigos. Em festa no seu sítio em Porto Feliz, Interior de São Paulo, comemorou a vida, que lhe pregou uma peça com um câncer que o afastou por dois anos de suas atividades (..) com direito a dança espanhola e fogos de artifícios na hora de apagar as velinhas, o consagrado ator contou a Amaury Jr. como administrou a luta para se livrar do seu mal.
Regra nº 1: Recorrer aos verdadeiros amigos. A partir de sua adversidade passou a valorizá-los como nunca.
Regra nº 2: Admitir a verdade de Jayme Ovalle que o câncer é a tristeza das células. Portanto, não deixar se abater, não abandonar em nenhuma hipótese as aspirações do futuro. Tocar a vida...e vencer. Como ele fez.


Notícia de hoje do Terra:


O ator Raul Cortez morreu nesta terça-feira aos 73 anos em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas contra o qual lutava há cerca de quatro anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 30 de junho.


Moral da história 1: Não tirarás conclusões precipitadas.
Moral da história 2: Amigos são legais, mas não curam câncer. Procure um bom oncologista.
Moral da história 3: Não, o câncer não é a tristeza das células, é uma doença grave que precisa de quimioterapia, não das verdades de um cantor com nome espanhol nascido em Belém do Pará.
Moral da história 4: Colunismo social não serve para absolutamente nada.

Sexta-feira, Julho 14, 2006

Como trabalhar na NASA

Bem, eu sei que você sempre se perguntou: "quais as qualificações que um típico empregado da NASA precisa ter?", já que a mesma reúne o que há de mais avançado em ciência e tecnologia no planeta.

Pois bem, vou divulgar aqui, em primeira mão, o currículo completo de um funcionário do órgão americano, o Aristeu:


(Clique para ver o currículo do Aristeu em resolução maior)

Quinta-feira, Julho 06, 2006

Como funciona o cérebro feminino

Dilbert de hoje mostra como funciona o cérebro feminino, especialmente quando mulheres estão reunidas em grupo:

Segunda-feira, Julho 03, 2006

Dossiê Copa do Mundo



É, não tinha jeito, eu teria mesmo que escrever sobre o assunto, já que não consigo ficar calado perante o festival de bobagens que tomou conta do país durante os (para nós) 20 e poucos dias de Copa do Mundo.

Em primeiro lugar, a teoria da conspiração. Ah, a boa e velha tirada "eu já sabia que tudo era uma máfia!" Quem não gosta de uma boa conspiração? Nosso expoente da vez é o jornalista Juca Kfouri, descrevendo em detalhes o porquê de a FIFA não querer que o Brasil fosse hexa: medo do octa. Utilizando uma lógica aterradora, de que o Brasil ganhou vários títulos em países sem expressão no futebol, e portanto ganharia na África do Sul também (nem estamos classificados ainda! Vai que pegamos uma geração como aquela de 87 a 93, quando apanhávamos do Chile por 4x0?), e sendo que a Copa será no Brasil em 2014, o octa seria favas contadas, e a entidade controladora do futebol mundial gostaria de evitar a monotonia nos seus ricos campeonatos. Para conseguir tal objetivo, a FIFA manipularia as arbitragens para que, em caso de dúvida, apitassem contra o Brasil. Onde será que fica a teoria agora, quando o que se viu nessa Copa foi juiz ajudando o Brasil? Contra Gana, marcamos um (talvez 2?) gol(s) em impedimento, contra a França tivemos um pênalti de Ronaldo na barreira, que o juiz marcou fora, e uma falta criminosa do monocelha Lúcio no qual ele só deu um cartãozinho amarelo. Acorda, pessoal! Lee Harvey Oswald matou Kennedy, Elvis não está vivo e morando na Noruega, e o Brasil não vendeu nada, tomou sim um baile de bola da França, tanto em 98, quanto em 2006.

Em segundo lugar, temos os teóricos do entreguismo. Estes são predominantes nos comentários dos blogs sobre esporte, onde desfilam suas inúmeras teorias "plausíveis" sobre o Brasil novamente ter vendido a Copa para a Nike, tal qual em 98. A França é patrocinada pela Adidas (tal qual em 98), assim como a Alemanha. Dos 4 semifinalistas, apenas Portugal é patrocinado pela Nike. Logo, faz total e absoluto sentido a empresa americana ter comprado do Brasil a Copa do Mundo nas duas ocasiões, para dá-la de presente a seus maiores adversários. Como eu não percebi isso antes!?

E a mídia esportiva? Melhor do que assistir um bando de analfabetos correndo atrás de uma bola por 90 minutos, é assistir o bando de asnos (com raríssimas exceções) que fica comentando os jogos antes e depois. Para mim, todos os comentaristas de futebol deveriam ser exterminados. Gente que ganha a vida assistindo futebol deveria pelo menos entender um pouco do assunto. Pois mesmo sem entender lhufas do nobre esporte bretão, eu consegui extrair tudo o que se diz nestes programas:

- Futebol não se joga pelo meio. As equipes modernas congestionam o meio com uma linha de (X) zagueiros, portanto, o jeito mais fácil de chegar ao gol é abrir o jogo pelas laterais do campo, para chegar à linha de fundo e cruzar na área, o que pega os atacantes de frente e a defesa de lado.
- Se uma equipe congestiona também as laterais, a solução óbvia é jogar pelo meio, com os atacantes se aproximando para fazer "UM-DOIS", ou "TABELAS RÁPIDAS", ou "TRIANGULAÇÕES". Também o atacante principal pode fazer um pivô, para ajeitar as bolas pra quem vem de trás (frasezinha de duplo sentido essa hein? repararam? repararam?).
- Contra equipes que fazem linha de impedimento, deve-se fazer lançamentos nas diagonais, para os atacantes entrarem por trás da zaga (acho que esse pessoal anda vendo muito Deliverance) e aparecerem livres na cara do gol.
- Um time não vive só de ataque, portanto tem que se compactar, atacando e defendendo em bloco.

Pois bem, sabendo esses quatro clichês essenciais, você pode enganar qualquer comentarista desses ou mesmo conversar em igualdade de condições com essas máquinas de utilizar chavões. Por isto sou a favor da exterminação de todos os críticos de futebol, e sua substituição por gravações do Sérgio Noronha repetindo as mesmas coisas over and over again. Noronha? Exterminado. Casagrande? Exterminado. Trajano, Kfouri? Exterminado, exterminado.

E por último, mas não menos importante, temos o bom e velho povo brasileiro. A mesma choldra que dá 49% de intenções de voto a Lula, que comenta "Vou votar nele e em quem ele indicar!!!" nos blogs de política, que afirma piamente que a França "compra todos os jogos de que participa" e "esta Copa será marcada como a Copa do dinheiro francês" nos blogs de esporte. Aliás, diga-se de passagem que, se você quer descobrir quem é o brasileiro de verdade, vá nos blogs mais populares dos jornalistas dos grupos Folha e UOL, e delicie-se com os comentários. Gente que acha Soninha e Juca Kfouri exemplos de inteligência e pontas-de-lança do ataque do povo "contra tudo o que está aí", que glorifica Scolari agora, mas até o jogo das quartas-de-final de 2002 pedia o idoso Romário e chamava o técnico gaúcho de burro; que "sabia" que escalar o Ronaldinho no ataque ia resolver o problema, que esqueceu que Parreira (por mais teimoso e apático que seja) foi quem tirou o Brasil de 24 anos de fila de Copa do Mundo; idiotas que sugerem a "CPI do Parreira" e a imediata quebra de sigilo bancário do treinador; a massa que fica indignada quando o francês Henry (um enganador, do nível do Washington do Atlético Paranaense, segundo um comentarista da ESPN Brasil) diz que as crianças do Brasil não vão a escola, por isso jogam tão bem futebol. Quem sabe se agora a gente entra em outro jejum de 24 anos, e o povo resolva trabalhar tão bem quanto na década de 70 (quando crescíamos a 10% ao ano), que, por coincidência ou não, foi um período no qual o Brasil levou ferro em várias Copas.

Jejum, já!