Análise de filmes segundo eu e meu pai, ou pais de outrem.
Filme: O último ninja
Eu: Ahhh, um clássico da Sessão da Tarde! Um famoso colecionador de arte combate o crime utilizando sua identidade secreta: a de um super ninja treinado por seu pai adotivo, um guerreiro japonês herdeiro de uma antiga família de ninjas. Ao ser contatado pela polícia para ajudar a combater um grupo terrorista que tomou um prédio de escritórios junto com um punhado de reféns, ele se encontra na difícil posição de ajudar e ainda conseguir manter sua identidade secreta intacta. O filme não é lá grandes coisas, mas diverte; por ser um clássico da minha infância, eu recomendo!
Meu pai: Ah, mas sim; um sujeito louro igual um polaco batateiro, que se chama "Ken Sakura", é colecionador de arte e nas horas vagas, ninja. Sim, perfeitamente verossímil. Mas isto até que passa, afinal todos precisamos fazer uma forcinha pra podermos nos divertir, não é? O que não dá pra engolir é o chefe de polícia ir até o rapaz pra pedir uma mãozinha pra esganar uns meliantes que tomaram um prédio. Ahhhh eu gostaria realmente de estar na reunião em que os policiais tomaram esta decisão:
- É gente, temos uma situação complicada, os terroristas estão ameaçando matar todo mundo hein?
- Que bosta...
- Não rola de explodir aquilo lá não?
- Má publicidade...
- Bem...
- ...
- Acho que a situação clama por um código 356!
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.........
- Pois é, pessoal, não vai ter jeito, vamos ter que chamar um ninja.
- Sim chefe, concordamos; na verdade, já estávamos preparados para esta decisão, então trouxemos aqui uma lista de ninjas conhecidos com os quais já trabalhamos antes e foram bem avaliados.
- Certo, vou falar com esse tal de Ken.
Fora este absurdo, ainda temos que ver o bonitão escalando um prédio de 50 andares por FORA, só segurando nos trilhos do elevador de limpeza. Ora, se os terroristas só tomaram o último andar do prédio, então nosso herói poderia tranqüilamente ter subido 49 andares de elevador e depois ter ido pela escada de incêndio.
E no final, depois de salvar todo mundo, nosso ninja polaco-japonês (será ele paranaense?) ainda se esqueceu de entregar o questionário de avaliação de ninjas para ser preenchido pelo chefe de polícia.
Por último mas não menos importante: ninja, pra mim, coleciona CABEÇAS, não arte.
Eu: Ahhh, um clássico da Sessão da Tarde! Um famoso colecionador de arte combate o crime utilizando sua identidade secreta: a de um super ninja treinado por seu pai adotivo, um guerreiro japonês herdeiro de uma antiga família de ninjas. Ao ser contatado pela polícia para ajudar a combater um grupo terrorista que tomou um prédio de escritórios junto com um punhado de reféns, ele se encontra na difícil posição de ajudar e ainda conseguir manter sua identidade secreta intacta. O filme não é lá grandes coisas, mas diverte; por ser um clássico da minha infância, eu recomendo!
Meu pai: Ah, mas sim; um sujeito louro igual um polaco batateiro, que se chama "Ken Sakura", é colecionador de arte e nas horas vagas, ninja. Sim, perfeitamente verossímil. Mas isto até que passa, afinal todos precisamos fazer uma forcinha pra podermos nos divertir, não é? O que não dá pra engolir é o chefe de polícia ir até o rapaz pra pedir uma mãozinha pra esganar uns meliantes que tomaram um prédio. Ahhhh eu gostaria realmente de estar na reunião em que os policiais tomaram esta decisão:
- É gente, temos uma situação complicada, os terroristas estão ameaçando matar todo mundo hein?
- Que bosta...
- Não rola de explodir aquilo lá não?
- Má publicidade...
- Bem...
- ...
- Acho que a situação clama por um código 356!
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.........
- Pois é, pessoal, não vai ter jeito, vamos ter que chamar um ninja.
- Sim chefe, concordamos; na verdade, já estávamos preparados para esta decisão, então trouxemos aqui uma lista de ninjas conhecidos com os quais já trabalhamos antes e foram bem avaliados.
- Certo, vou falar com esse tal de Ken.
Fora este absurdo, ainda temos que ver o bonitão escalando um prédio de 50 andares por FORA, só segurando nos trilhos do elevador de limpeza. Ora, se os terroristas só tomaram o último andar do prédio, então nosso herói poderia tranqüilamente ter subido 49 andares de elevador e depois ter ido pela escada de incêndio.
E no final, depois de salvar todo mundo, nosso ninja polaco-japonês (será ele paranaense?) ainda se esqueceu de entregar o questionário de avaliação de ninjas para ser preenchido pelo chefe de polícia.
Por último mas não menos importante: ninja, pra mim, coleciona CABEÇAS, não arte.


