Quinta-feira, Junho 30, 2005

O anti-torcedor

Não me levem a mal, mas eu não sou fanático por futebol. Torço pro Flamengo, sim, mas acho bom que ele esteja a caminho da segunda divisão. Também achei bom quando perdeu a Copa do Brasil para aquele time do interior de São Paulo; achei bom porque eu ainda morava no Rio, e até momentos antes daquele jogo, eu não sabia a imensa quantidade de péla-sacos que eram torcedores do Flamengo. Então, eu torci contra. E deu certo.

Eu morei em Belo Horizonte. Seis anos. As primeiras pessoas que conheci lá eram torcedoras do Cruzeiro, inclusive me levando ao primeiro jogo que fui no Mineirão, a final da Taça Libertadores de 1997, quando fiquei bêbado e bati o meu carro na saída. Taí, torcer pro Cruzeiro era divertido. Mas aí...

Aí me ensinaram que torcer contra o Atlético Mineiro era legal. Apitar, buzinar, xingar, imitar macaco quando se referir à torcida do Atlético, tudo isso parecia alegrar os cruzeirenses. Como nunca fui de grandes fanatismos, achava legal apenas ir assistir a alguns jogos na casa de alguns atleticanos e ver o time perder. Até passei a gostar um pouco mais de futebol por causa desta perspectiva, de ter alegria todo fim de semana.

Sim, porque torcer pelo Flamengo é (era) bom: são vários títulos brasileiros, a maior torcida do país. Pro Cruzeiro também é (era) legal: vários torneios sul-americanos, copas do Brasil. Mas depois de algum tempo, percebi que não há tanta graça em torcer a favor de um time de futebol quanto torcer contra um time de futebol. Eu por exemplo, torço contra o Atlético Mineiro. Por que esperar anos para comemorar um título durante dois dias, se você pode ter uma comemoração equivalente todo final de semana? Em vez de esperar 7 meses pela final de um campeonato, eu espero 7 dias até o próximo domingo. É o maior coeficiente de alegria / tempo que se pode alcançar.

Eu vou montar uma torcida. Ou melhor, uma anti-torcida. Vou confeccionar camisas, faixas, bandeiras e arrebanhar seguidores. Vou montar uma torcida anti-Atlético. Não entenda errado: não vai ser uma torcida do Flamengo, do Corinthians, do Cruzeiro, que nas horas vagas torce contra o Alético. Não estaremos nem aí para outras equipes. Não iremos ao jogos do Cruzeiro, nem do Flamengo, nem do Corinthians. Só iremos aos jogos do Atlético, e torcer para que ele perca. Ou que os jogadores se contundam. Ou que o juiz roube. Ou que caia um meteoro no campo. Nos clássicos Cruzeiro e Atlético, cruzeirenses, não contem com nosso apoio: o Mineirão terá que ser dividido em três: um espaço para a torcida azul, outra para a torcida do Galo, e outro para nós.

Teremos alegrias em todas as rodadas. Poderemos extrapolar, e montar um TIME anti-Atlético. Veja só: montamos um time apenas para entrar no campeonato e atrapalhar a vida do Galo. Vamos jogar a última rodada em Patos de Minas, contra o time local: se perdermos de 15 a 0, o Atlético cai pra segunda posição na tabela. Ótimo! Todo dano, mesmo menor, é um dano. Nossa torcida nos acompanhará até Patos de Minas, mas obviamente não torcerá por nós: nos vaiará se fizermos um gol,
levantarão gritos de alegria e júbilo a cada gol que sofrermos. Não é uma torcida a nosso favor, é uma torcida contra o Atlético, levada às últimas conseqüências.

Você torcedor do Atlético, não fique ofendido. A minha torcida será anti-Atlético apenas porque morei muito tempo em Minas. Mas também teria muito gosto em participar de uma torcida anti-Vasco, anti-Corinthians, até mesmo anti-Brasil, para esses campeonatinhos tipo a Copa das Confederações; é tudo uma questão de pragmatismo: porque esperar anos por um título torcendo a favor, se posso ter vários pequenos títulos torcendo contra?

Freako

Então quer dizer que o Tom Cruise é um maluco desvairado hein?

Isto deve ensinar a vocês mulheres que ser um dos homens mais bonitos do cinema e ter uns 100 milhões de dólares na conta não necessariamente faz o Tom Cruise um melhor partido que o bom e velho Daniel Rocha. Bem, talvez algumas de vocês digam que faz, mas eu vou fingir que não estou ouvindo e vou fazer uma dancinha da vitória para vencer a discussão.

Para entender tudo, leia isto e isto.

Via [Enfant]

Segunda-feira, Junho 27, 2005

Lubrificantes

Na foto, tirada ontem em um supermercado de Manaus, camisinhas, lubrificantes e ... lubrificantes.

Dream Dream Dream

Se vocês comprarem isto aqui pra mim, a qualidade dos posts do Ponto Flutuante melhorará sensivelmente com o passar dos anos.

Quinta-feira, Junho 23, 2005

Monstro

Este monstro abaixo tentou roubar minha alma e convencê-la a comprá-lo por R$150,00. Mas eu fui bravo e resisti, com muita coragem, a esta fera horrenda.

Quarta-feira, Junho 22, 2005

Just Java II

Estou de volta depois de uma semana em São Paulo, onde apresentei uma palestra no Just Java na sexta-feira passada. Palestra esta que foi muito legal, contando com a presença de bastante gente, inclusive pessoas que já trabalharam comigo em outras senzalas, digo, empresas de tecnologia.

Após ser carregado pelas ruas de São Paulo pela multidão em delírio que gritava "Daniel Para Líder Supremo!" em uníssono, fomos a um restaurante japonês muito bom, o Koi, onde fiz piadas de finlandeses e também ficamos sabendo que um dos nossos co-workers é um cara que já trabalhou na gravadora Trama e nos revelou algo que aumentou em 15 o nível de repúdio que eu tenho por esta gravadora (antes já havia 50 pontos de repúdio por causa do cast mais péla-saco da música brasileira): a Trama é a única gravadora que tem uma agência de publicidade dedicada a ela, para "nunca sair da moda" em qualquer coisa que faça.

Abaixo, fotos do evento, onde eu só apareço à distância, com ar professoral e roupa de quem acabou de sair da engomadora.





Terça-feira, Junho 14, 2005

São Paulo again

Sem tempo para postar, estou trabalhando na apresentação que farei sobre as Developer Platforms da Nokia no evento JustJava, que ocorre em São Paulo, entre 16 e 18 de Junho.

A minha apresentação será no dia 17, às 17:30hs no Auditório Elis Regina - Sala L, no Anhembi. Se você tiver algum interesse, o temário está aqui.

Segunda-feira, Junho 06, 2005

Cartório como metáfora para a vida

Hoje fui ao cartório reconhecer minha firma em um documento, e enquanto aguardava na fila pela minha vez de dar o autógrafo e pagar R$1,65, meu pensamento voltou a 1997, quando, em companhia do meu pai, esperava a vez em uma fila inacreditável no Cartório de Registros do centro de Belo Horizonte. Percebendo minha insatisfação, meu pai virou e:

- O que foi?
- Nada. Só estou impaciente. Odeio esse negócio de cartório, escritura, fila, papelada, etc.
- Quantos anos você tem mesmo?
- Dezoito. E me chamo Daniel, just in case
- Pois é. Acostume-se. Daqui até você morrer, a vida vai ser só isso mesmo.

Agora vocês sabem de onde tirei este espírito otimista e "vamo-que-vamo-que-nós-somos-Brasil" com o qual encaro a vida.