Terça-feira, Março 29, 2005

Happy birthday

Sim, hoje é meu aniversário. Quero agradecer as manifestações dos meus amigos, parentes e outras pessoas que venho tolerando desde 1978. Quando eu criar meu próprio país comunista, vocês todos serão membros do Conselho do Povo Para o Culto à Personalidade do Grande Líder.

Terça-feira, Março 22, 2005

Can't get enough



Jamais me cansarei dos Demotivators by Despair.com

Sexta-feira, Março 18, 2005

Coisas que não fazem sentido

E aí vem a New Scientist com uma lista das 13 coisas que não fazem sentido. Só faltou incluir a política externa do governo Lula nesta lista.

Terça-feira, Março 15, 2005

Manaus II - Agora eu sou da terra

8:30 da manhã do dia 15 de março de 2005.

Adentro o edifício do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, procurando por informações sobre como transferir meu título para cá. Prédio bonito, moderno, luxuoso. Sou atendido por um funcionário bem educado que me encaminha para a sala correta, depois de analisar minha fatura de cartão de crédito e decidir que sim, ela pode ser usada como comprovante de residência.

Sala impecável, com vários atendentes, cadeiras confortáveis, ar-condicionado a todo o vapor, a fila anda rápido. Em menos de 10 minutos estou com a documentação na mão para pagar os nababescos R$ 7,02 por ter dado o cano em duas eleições anteriores. Pago a fatura em um caixa eletrônico, pego o comprovante, volto para a sala anterior, sem precisar entrar na fila novamente. O atendente me pede para aguardar um momento enquanto imprime os dados do meu novo título.

Por cerca de 5 minutos, enquanto esperava, pensamentos otimistas saracoteavam por minha cabeça cheia de gel e esperanças: "nossa, parece que estou na Europa, resolvi tudo em 25 minutos!", "será que o Brasil tem jeito com iniciativas como esta?", "mas o que aquela mulher estava pensando quando decidiu sair de casa para tirar o título vestida como uma rameira do século XIX?"...

- Senhor!
- ...
- SENHOR!
- Ah sim, pois não.
- Seu protocolo. Por favor vá para a sala B e seu título lhe será entregue em 15 minutos.

Ainda maravilhado, segui para a sala B imaginando nível de sofisticação tal que os títulos chegariam por um "tituloduto" direto às suas mãos, sem que você se levantasse da cadeira ou que a chegada dele atrapalhasse sua refeição com Moet Chandon e caviar de legítimos esturjões russos.

Cheguei à tal sala B, onde me decepcionei. Cerca de 80 pessoas se acotovelavam, com seus cabelos pintados de louro-ferrugem, seus meninos chorando e soltando substâncias gelatinosas pelo nariz; ar-condicionado estragado, um calor senegalês e, em vez do tituloduto, um funcionário de trajes estranhos berrava um nome após o outro para que seus donos se aproximassem para pegar o documento; e os nomes... ah... os nomes.

Em poucos minutos, minhas esperanças européias foram minadas por um festival de Joseneides, Robedilsons, Meires Leidivanes, Lyndon Johnsons De Oliveira (e aí presidente, e essa guerra do Vietnã hein?), Mixons, Gleices Kellys e Walciléias que dançavam de forma endiabrada, sobre um fundo psicodélico fortemente vermelho, enquanto Comfortably Numb tocava ao fundo e letras garrafais em brasa viajavam bem em frente aos meus olhos. De repente, o fundo ficou fortemente laranja, e eu não entendia o que estava acontecendo, então respirei fundo e finalmente vi o que tinha me tirado da viagem: um sujeito chamado Orange. Sim. Um cara. Orange era o seu nome. Não era "Órange", era "Orânge".

Por sorte, meu nome era o próximo. Daniel. Daniel Rocha. Pude ver em cada uma das faces presentes um olhar de pena acompanhado de pensamentos "Nossa, mas quem será a mãe deste menino, para ter dado um nome desses pra ele?". Peguei meu título e saí.

Vou escrever uma carta ao governo, reclamando desse luxo indevido em repartições públicas. Computadores, ar-condicionado funcionando e filas rápidas devem ser mesmo exclusividade de empresas privadas. O Orânge não liga mesmo para essas coisas.

Manaus I

Daniel: - Cara, a nota fiscal só sai ali no balcão, vamos lá.
Bernardo: - Beleza, vamo lá.

(olham para um mapa da Região Norte, onde constam os estados cobertos pela rede Bemol de lojas)
Bernardo: - O tal do Pará é grande pra !@)(#*!(@*#&!(#@ mesmo hein?
Daniel: - É sim cara, mas o nosso estado é bem maior!
Bernardo: - *GASP*

Segunda-feira, Março 14, 2005

Karol, o invencível

Juro que um dia desses, enquanto assistia pela CNN o Papa João Paulo II saudar a multidão da janela do seu apartamento, tive a forte impressão de que havia uma televisão atrás do Sumo Pontífice na qual estava rolando Juventus vs. Real Madrid direto de Turim.

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"O apartamento do Papa" é uma expressão que sempre me faz viajar na imaginação. Imagino -o morando sozinho, tendo uma empregada brasileira que lava Suas santas cuecas, e grita de manhã: "SEU PAPA, SEU CAFÉ TÁ PRONTO, MAS CUIDADO PORQUE O CHÃO DA COZINHA TÁ MOLHADO!". Também o imagino recebendo seus amigos nos fins de semana, de bermuda e sandálias Havaianas, para aquele churrascão caprichado antes do futebol, com Chitãozinho e Xororó tocando a todo o vapor na vitrola, provocando a ira dos vizinhos, que compraram seus imóveis achando que ser vizinho do chefe da Igreja iria valorizar seus imóveis. E o que é pior: com essa onda da MPC (Música Popular Católica), em que até shows de axé rolam sob a proteção de um enorme Cristo bizantino (e são transmitidos pela Rede Vida), sou obrigado a imaginar o pontífice em seu apartamento, fazendo uma dança do maxixe com duas mulatas, enquanto na Rede Vida o refrão "/ÔÔÔÔÔÔÔÔÔ/Chegou o Salvadooooooor/A Salvadooooooor/Chegou o Salvadooooooor/Ele tá no Pelôôôôôôôôôô" corre solto.

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"O Papa hoje acordou de bom humor". O que será que isso significa? Eu aposto que isso é divulgado toda vez que ele acorda e conta uma piada de judeu ou de protestante. E como se pode estar de bom humor com um buraco na traquéia?

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Esqueçam a idéia de que vocês (e eu) verão (emos) a tradicional eleição no Vaticano se realizar. Esse polonês ainda vai levar todos nós para a cova.